Uma resenha inesperada – O Hobbit de Tolkien por Dalton Menezes


Dalton Menezes
Foto por Thiago Lara

Se você for um amante da literatura fantástica, certamente já leu ou ouviu falar de alguma das obras de J.R.R.Tolkien, um dos grandes nomes do gênero, ou ao menos deve ter assistido ou ouvido falar nas adaptações cinematográficas de suas obras, tal qual a trilogia de O Senhor dos Anéis e o Hobbit que tem estreia prevista para 14 de Dezembro desse ano. E é justamente sobre o Hobbit que irei falar.

O Hobbit foi escrito para os filhos de Tolkien e foi publicado em 21 de Setembro de 1937, alcançando um enorme sucesso e sendo aclamado positivamente pela crítica. Embora rica, o livro tem uma linguagem simples e agradável de ser ler, e possui boas dosagens de humor, suspense, ação e aventura. E toda essa combinação e originalidade o fez cair no gosto não somente dos amantes do gênero, mas como também de muitos dos não apreciadores da literatura fantástica.

Para lê-lo não é necessária nenhuma leitura prévia para se deleitar ao máximo, então se isso lhe era uma preocupação, já não o é mais.

A história, que preludia o Senhor dos Anéis, é ambientada sessenta anos antes do primeiro livro, e conta a história de Bilbo Bolseiro e em como o mesmo se envolve na experiência mais excêntrica de sua vida, uma aventura.

Bilbo é abordado à sua porta por Gandalf, o mago, e por sua companhia de treze anões chefiados por Thorin Escudo de Carvalho, um anão de linhagem nobre que busca vingança à Smaug, o dragão responsável pela queda de seus antepassados e pelo roubo do tesouro de seu falecido avô, Thror, o rei sob a montanha, morto pelo orc Bolg, filho de Azog.  Eles solicitam a ajuda de Bilbo por indicação de Gandalf como o ladrão da equipe, mas o hobbit, famoso por não gostar de aventuras, é subestimado pelos treze a respeito de seu potencial como membro. Bilbo se vê coagido e acaba por aceitar o seu envolvimento na aventura, o que o faria se arrepender por muitas e muitas vezes durante a sua jornada de proporções bíblicas.

Uma das partes mais legais da história acontece no capítulo cinco – advinhas no escuro -, onde após um confronto com os orcs, Bilbo se perde de seus amigos em um dos túneis nas montanhas sombrias e encontra um objeto peculiar perdido ao chão. Era um anel, anel esse que você leitor irá vibrar com veemência por certamente saber do que se trata.

Ao tentar achar uma saída e encontrar-se novamente com seus amigos, Bilbo acaba se deparando com uma criatura singular. Era Gollum (Smeagol), uma criatura solitária que vive em sua ilhota em um lago nas profundezas da montanha. E com o intuito de não virar o jantar da criatura mal intencionada, os dois travam uma batalha de advinhas, onde se Gollum ganhasse, Bilbo seria devorado, mas se Bilbo ganhasse, a criatura o ajudaria a achar uma saída. Bom, esse era o combinado…

Uma das características que Tolkien, ao que me parece, usou para prender o leitor foi adiantar de forma concisa e explícita um acontecimento do final do livro, e isso acaba por instigar à curiosidade do leitor, e o faz muito bem. Refiro-me à batalha dos cinco exércitos. Mas, todo o conteúdo que antecede o fato é competente o bastante para lhe instigar a desbravar com apetite cada página lida e repleta de aventuras e suspense.

A evolução e a personalidade dos personagens, sobretudo o amadurecimento de Bilbo durante a jornada, se torna atrativa e inspiradora, onde de criatura pequena, pacata, inexperiente e frágil, Bilbo passa a ser astuto, sensato, confiante e admirável por sua lealdade e valor que agregou ao grupo que em outrora o subestimou. Mas, alguns dos comportamentos acabam por trazer repulsa, o que é importante em um conflito, como é o caso de Thorin Escudo de Carvalho e a sua ganância pelo ouro.

O livro também possui dois mapas e está repleto de ilustrações desenhadas pelo próprio Tolkien, o que o torna mais atrativo e envolvente. Principalmente para àqueles que sentem dificuldade em visualizar a cenas descritas.

Outra característica interessante que vale ser mencionada, é que Tolkien era avesso a alegorias. Ele não gostava de escrever de forma tendenciosa. Deixava claro que não havia a intenção de lhe impor algo de forma oculta usando do imaginário como ponte ao mundo real. Essa ponte era o que ele queria aniquilar.  O que não lhe impede, é claro, de encontrar aplicabilidades de suas obras no mundo real, o que acaba por se tornar algo meramente pessoal.

Não perca tempo e inebrie-se ao máximo lendo uma das historiais mais divertidas e originais já criadas, e ao lê-lo não cometa o erro de achar clichê os elementos e personagens compostos na obra, afinal, leve em consideração a época em que foi escrito e que quaisquer obras similares que tenha visto nos dias atuais, muito provavelmente teve a influência dessa e de outras obras do mestre Tolkien.

O único pesar do livro é termina-lo, mas ao sentir isso, releia-o!

Veja também ao filme, que tem estréia prevista para 14 de Dezembro desse ano. O filme é dirigido por Peter Jackson, o mesmo diretor da trilogia de ‘O Senhor dos Anéis’, e será disposto em três partes: ‘Uma Jornada Inesperada’ (2012), ‘A Desolação de Smaug’ (2013) e ‘Lá e de Volta Outra Vez’ (2014).

Ao livro, boa leitura e ‘que suas barbas nunca fiquem ralas’!

Ao filme, procurem pelo último ‘cinema’ amigo. Há rumores que fica em Valfenda (Rivendell)!

FICHA TÉCNICA

Título: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: WMF MARTINS FONTES
ISBN: 9788578273873
ISBN13: 9788578273873
Edição: 4ª Edição – 2011
Número de Páginas: 328
Acabamento: BROCHURA
Formato: 14,00 x 21,00 cm.

Fonte: http://www.martinsfontespaulista.com.br/ch/prod/390511/HOBBIT,-O.aspx

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